Preços no varejo paulistano caem 0,11% em julho, segundo Fecomercio

12/09/2012 - A redução de Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) influenciou este resultado

 

          Após quatro elevações consecutivas, comprar no varejo paulistano ficou mais barato em julho. É o que revela o Índice de Preços no Varejo (IPV) apurado pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP). O resultado aponta para recuo de 0,11% em julho frente ao mês anterior. Neste ano o IPV acumula alta de 0,72% e de 2,85% nos últimos 12 meses.

 

          O grupo que mais colaborou para amortecer o indicador em julho foi Veículos ao apresentar retração de 1,77%. O principal destaque da categoria ficou com a redução de preço de automóveis novos (-2,83%) e usados (-0,74%). O resultado foi influenciado pela redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI). Em sua quarta queda consecutiva, o setor de Combustíveis e Lubrificantes corroborou para o arrefecimento do IPV no intervalo com recuo de 0,88%.

 

          Já o setor de Vestuário, Tecidos e Calçados registrou declínio de 0,62% em julho. Os produtos que mais influenciaram o resultado foram: roupa masculina (-1,17%), calçados e acessórios de vestuário (-0,55%), roupa feminina (-0,54%), roupa infantil (-0,52%). A queda do setor foi amenizada pelas variações positivas dos preços de tecidos (1,36%) e artigos de cama, mesa e banho (0,27%). Outras categorias que puxaram o IPV em julho foram: livrarias (-1,92%), açougues (-0,96%), eletroeletrônicos (-0,47%), drogarias e perfumarias (-0,32%) e floriculturas (-0,06%).

 

          Em direção oposta, o segmento de Feiras acusou a maior expansão do IPV com alta de 4,09%.  Os principais subgrupos que apontaram elevação em seus preços médios foram: legumes (14,14%), verduras (6,43%) e flores (2,40%). Os destaques ficaram por conta do tomate que encareceu, em média, 31,76% e alface 8,31% - ambos sofreram com a redução na oferta ocasionada pelas chuvas e baixas temperaturas.

 

          Já o setor de Padarias assinalou acréscimo de 0,79% em julho frente junho. A maior pressão na categoria foi no preço dos panificados (1,43%) em virtude dos custos mais elevados na cadeia produtiva do trigo. As bebidas acusaram incremento de 0,92% e colaboraram para pressionar o segmento. Os preços médios praticados pelo setor de Materiais de Construção cresceram 0,48% mesmo contando com a prorrogação da redução do IPI. Assim como nos meses anteriores, o grupo Supermercados continua impactando o IPV devido às pressões nos produtos in natura. Em julho, a categoria assinalou expansão de 0,21%. As variações mais relevantes ficaram por conta dos itens: legumes (26,32%), verduras (5,70%), alimentos prontos (2,06%) e conservas (1,70%). Os demais setores que alavancaram o IPV em julho foram: autopeças e acessórios (1,12%), óticas (0,90%), eletrodomésticos (0,16%), relojoarias (1,06%) e móveis e decorações (0,11%).


Jornal do Brasil


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