Varejo começa a retomar o fôlego

17/09/2012 - Crescimento foi de 1,4% em julho e brasileiro gasta mais com habitação e alimentação; educação e cultura recebem menores fatias do orçamento

 

          Dois estudos do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) confirmaram o varejo reagindo melhor em relação a outros setores, no atual estado da economia. Comparando varejo e indústria em julho, tendo como contraponto janeiro de 2006, as vendas do varejo cresceram 81% e as da indústria somente 10%.

 

          Em julho, a alta do varejo foi de 1,4% na comparação com o mês anterior, segundo a Pesquisa Mensal do Comércio feita pelo IBGE. É o segundo resultado positivo, depois da queda de 0,4% registrada em maio. A receita nominal também cresceu 1,7%, em seu quinto mês consecutivo de alta. Em relação a julho de 2011, o volume de vendas subiu 7,1% e a receita nominal 10,3%.

 

         De dez categorias de produtos avaliadas, oito tiveram variação positiva de junho para julho de 2012, sendo destaque as de equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (9,7%), tecidos, vestuário e calçados (2,4%) e combustíveis e lubrificantes (1,2%). As quedas foram registradas em veículos e motos, partes e peças (-8,9%) e livros, jornais, revistas e papelarias (-0,7%).

 

          No segundo estudo, a Pesquisa de Orçamentos Familiares, relativo ao biênio 2008-2009, mas divulgada somente nesta sexta-feira, 14, o IBGE avaliou os gastos das famílias brasileiras. Lideram a lista os itens habitação (29,2%), alimentação (16,1%) e aluguéis (12,8%). Vale notar que no primeiro caso estão inclusos contas de luz, água, gás, telefonia, internet e TV paga.

 

          Chama atenção também o fato de que os gastos com carros superam os de vestuário, com percentuais respectivos de 6,9% e 4,5%. No quesito saúde, o estudo demonstrou que as pessoas gastam mais com remédios (2,8%) do que com plano/seguro saúde (1,7%).

 

          Ficaram na lanterninha dos gastos do brasileiro os itens Educação (2,5%) e Recreação e Cultura (1,6%). O que pode ser preocupante para um País que aspira ao crescimento econômico em longo prazo.


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